domingo, 13 de junho de 2010

Os Filmes de Sundance 2010-Cont.

  • Welcome to the Rileys
O trauma transforma-nos. Uns anos depois da morte da sua filha adolescente, Lois e Doug Riley são congelados por uma dor partilhada com a solidão. Ela isola-se na sua casa imaculada nos subúrbios onde ambos vivem e ele tem um caso com uma empregada de mesa, anestesiando assim a dor que sente com paixão fácil. Quando ele perde a sua amante para o cancro, Doug, melancólico, foge para Nova Orleães numa viagem de negócios. Obrigado por coisas que ele não entende, ele insinua-se na vida de uma prostituta menor, tornando-se no seu guardião platónico. Entretanto, Lois "convoca" toda a força que resta dentro dela para conseguir ultrapassar a sua agorafobia e aventurar-se a ir para Sul e recuperar o seu casamento.


Os desempenhos precisos dos três actores consumados (que já comprovaram o seu talento)- James Gandolfini, Melissa Leo, e Kristen Stewart- infundem este drama gentilmente humoroso e emocionalmente bruto com uma humanidade penetrante.
O filme intransigente de Jake Scott recusa hesitar momentos difíceis à volta das suas personagens. Em vez disso, revela como correr riscos e abandonar a nossa área de conforto pode encaminhar à cura do coração humano. 

Realizado por Jake Scott
Escrito por Ken Hixon
EUA, 2009, 110 minutos
Clip Exclusivo

sexta-feira, 4 de junho de 2010

O Cinema e as Estações do Ano

No outro dia, um simples dia aborrecido na escola, algo surpreendente surgiu numa conversa entre amigos, algo de que nunca tinha dado conta.
Já alguma vez pensaram na relação entre um filme e a estação do ano em que é estreado, ou seja, quando os espectadores vão vê-lo às salas de cinema? Eu nunca tinha, até que uma amiga afirmou que "Crepúsculo e os restantes filmes da saga são filmes para serem vistos no Inverno e nunca no Verão", a propósito da estreia de Eclipse, cujo trailer estávamos na altura a comentar. E não é que é verdade? Porquê não faço qualquer ideia, mas a estação do ano em que vemos determinado filme pode influenciar o nosso julgamento perante ele.
Por exemplo, "Sexo e a Cidade" é sem dúvida um filme de Verão devido ao seu característico luxo, sex appeal e glamour. No entanto, a saga Harry Potter é um filme feito para ver exactamente nos meses de Novembro, Dezembro-na altura do Natal. Isto porque a sua magia e "tom familiar" permanente em todos os filmes deixa-nos relaxados e faz de nós vítimas da melancolia que as festividades provocam.
Por isso, se já te aconteceu, como cinéfilo, ver um filme numa altura e depois passados uns meses mudares de opinião perante o filme, então tenta vê-lo na "sua estação predefinida". Que teoria, hã? Experimenta. Comigo resulta.